sábado, 30 de maio de 2009


Deixa que a bênção de Deus te ilumine o coração para que saibas abençoar. Ninguém prescinde do amor para viver.


Observa os que marcham, desdenhosos, ignorando-te a presença, habituados à convicção de que o ouro pode comprar a felicidade. Abençoa-os e passa. Ninguém conhece o rochedo em que o barco da ilusão lhes infligirá o derradeiro travo de angústia.


Vês, inquieto, os que se desmandam no poder. Abençoa-os e passa. Muitos deles simplesmente arrastam as paixões que os arrastarão para o gelo do ostracismo ou para a cinza do esquecimento.


Contemplas, espantado, os que são portadores de títulos preciosos, a te exigirem considerações e tributos especiais. Abençoa-os e passa. O tempo cobrar-lhes-á aflitivo imposto da alma pelas distinções que lhes conferiu.


Ouves, triste, os que injuriam e amaldiçoam. Abençoa-os e passa. São eles tão infelizes que ainda não podem assinalar as próprias fraquezas.


Fitas, admirado, os que fazem tábua rasa dos mais altos deveres para desfrutarem prazeres loucos, enquanto a vitalidade lhes robustece o corpo jovem. Abençoa-os e passa. Amanhã, surgirão acordados, em mais elevado nível de entendimento.


Se alguém te fere, abençoa. E se esse mesmo alguém volta a ferir-te, abençoa outra vez. Não te prevaleças da crueldade para mostrar a justiça, porque a justiça integral é de Deus e todos viverão para conhecê-la.


Se teu filho é rebelde e insensato, abençoa teu filho, porque teu filho viverá.


Se teus pais são irresponsáveis e desumanos, abençoa teus pais, porque teus pais viverão.


Se o companheiro aparece ingrato e desleal, abençoa teu companheiro, porque continuará ele vinculado à existência.


Se há quem te calunia ou persegue, abençoa os que perseguem e caluniam, porque todos eles viverão.


Humilhado, batido, esquecido ou insultado, abençoa sempre.


Basta a vida para retificar os erros da consciência.


Inquirido, certa vez, pelo Apóstolo quanto ao comportamento que lhe cabia perante a ofensa, afirmou Jesus: — "Perdoarás não sete vezes mas setenta vezes sete".


Com isso o Divino Mestre desejava dizer que ninguém precisa vingar-se, porque o autor de qualquer crueldade tê-la-á como fogo nas próprias mãos.


EMMANUEL; Reunião pública de 21/9/59, Questão nº 752 A Religião dos Espíritos, FCXavier, FEB

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