quinta-feira, 1 de abril de 2010

O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer uma determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo
(Gandhi)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O resto é irrelevante!

A única coisa que um judeu precisa saber é que Moisés ensinou que havia um só Deus para todas pessoas. O resto é irrelevante.

Um cristão precisa saber que o Cristo mensageiro disse para amar o próximo como a si mesmo e Deus sobre todas as coisas. O resto é irrelevante.

Os budistas precisam saber que Buda ensinou que devemos nos desprender de nosso orgulho, ego, cobiça e ambição material. O resto é irrelevante.

A única coisa que um muçulmano precisa saber é que a guerra santa que o profeta ensinou não é uma batalha contra outras crenças. E sim a conquista do nosso próprio mal, tentações e orgulho. O resto é irrelevante.

E a única coisa que um ateu precisa entender é que nós, não um deus distante, somos os responsáveis por nossas atitudes. O resto é irrelevante.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Despedida

Vós não estais encerrados em vossos corpos, nem confinados em vossas casas ou campos.
O vosso ser habita sobre as montanhas e vagueia sobre o vento.
Não é uma coisa que rasteja ao Sol para se aquecer, ou escava buracos na escuridão para se proteger, mas é algo livre, um espírito que envolve a terra e se move no éter.

Se essas forem palavras vagas, nâo procurais esclarecê-las.
Vago e nebuloso é o começo de toda as coisas, mas não o seu fim.
E eu prefiro que vos lembreis de mim como de um começo.
A vida, e tudo que vive, é concebido na bruma, e não no cristal.
E quem sabe se o cristal não é a bruma em decomposição?

Ao lembrardes de mim, gostaria que lembrassem disso:
Aquilo em vós que parece mais fraco e perdido, é o mais forte e mais determinado.
Não foi vosso alento que construiu e solidificou a estrutura de vossos ossos?
E não foi o sonho que nenhum de vós lembra de ter sonhado, que construiu vossa cidade e modelado tudo o que está nela?
Pudésseis antes ver as marés dessa respiração, deixaríeis de ver tudo o mais, e pudésseis ouvir o murmúrio do sonho, deixaríeis de ouvir qualquer outro som.
Mas vós não vedes nem ouvis, e isso é bom.
O véu que tolda vossos olhos será levantado pelas mãos que o teceram.
E o barro que tapa vossos ouvidos será removido pelos dedos que o amassaram.
E então vereis.
Então ouvireis.
E todavia não lamentareis ter conhecido a cegueira, nem sentireis teres sido surdos.
Pois nesse dia conhecereis o propósito oculto de todas as coisas;
E abençoareis as trevas como abençoais a luz.


Adeus, povo de Orphalese.
Este dia já se foi.
Fecha-se sobre nós como o nenúfar sobre seu próprio amanhã.
O que foi-nos dado aqui, nós conservaremos.
E se não for o suficiente, mais e mais vezes estaremos juntos, e juntos estenderemos nossas mãos para o doador.
Não esqueçais que eu voltarei para vós.
Mais um curto momento, e minha saudade apanhará pó e espuma para outro corpo.
Mais um curto instante, um rápido momento de descanso sobre o vento, e outra mulher me conceberá.
Adeus para vós e para a juventude que vivi entre vós.
Foi apenas ontem que nos encontramos em um sonho.
Cantastes para mim em minha solidão, e eu construí, com vossa nostalgia, uma torre no céu.
Mas agora nosso sono se foi e nosso sonho desvaneceu, e já não é o alvorecer.
O pleno meio-dia está sobre nós, e nossa sonolência tornou-se dia pleno, e devemos nos separar.
Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos novamente, de novo conversaremos, e cantareis para mim uma canção mais profunda.
E se nossas mãos se encontrarem em outro sonho, construiremos outra torre no céu.

O profeta
Gibran Khalil Gibran

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Meu Senhor...
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis
Se me dás fortuna, não me tireis a razão
Se me dás êxito, não me tireis a humildade
Se me dás humildade, não me tireis a dignidade
Ajuda-me sempre a ver a outra face da medalha, não me deixeis culpar de traição a outrem por não pensar como eu
Ensina-me a querer aos outros como a mim mesmo
Não me deixeis cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso
Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza
Se me tiras o êxito, deixa-me forças para aprender com o fracasso
Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa e se alguém me ofender, dá-me energia para perdoar
Senhor... se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim


Mahatma Gandhi

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fé e Ação

Fé e crenças que não se transformam em ação não têm significado algum. Se você pensa que algo é bom, então o faça!
As mudanças acontecem da mesma maneira. Se você meramente pensa ou sente algo, isto não é suficiente.
Se você não reflete estes pensamentos em suas vidas, isto não significa nada. Mas é quando suas ações tomam vida dentro de você que um pensamento torna-se realmente poderoso.
Nosso caminho de vida é assegurar corpo e mente como uma entidade única, e se pensarmos sobre algo, nós agiremos sobre isso, também.
(Doshin So, Mestre Shaolin)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pensamento do dia:

O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel
(Platão)

Reencarnação no Hinduísmo

...Os sábios não lamentam nem os vivos nem os mortos.
Nunca houve nenhum tempo em que Eu fosse inexistente, nem você, e nem haverá futuro em que não existiremos.
Como a alma que se encarna passa sucessivamente, no mesmo corpo, da infância à juventude e à velhice, o mesmo se dá pela transmigração de um corpo a outro.
E os sábios não se perturbam com isso.
Oh, Arjuna, somente pela interação dos sentidos existe frio, calor, prazer e dor. Essas coisas são temporárias, surgindo e desaparecendo.
Então tente tolerar isso.
Ó valoroso entre os homens, saiba que quem mantém um sábio julgamento na tristeza ou na alegria, e em ambas se mantém imperturbável, é digno da liberação (Nirvana).
Os sabedores da Verdade concluíram, estudando a natureza dos dois: no irreal não há duração, e no real não há cessação.
Aquilo que pelo corpo se espalha é de natureza eterna. Ninguém pode destruir a nossa alma imperecível.
Só o corpo material certamente morrerá, mas a alma é eterna em existência, indestrutível e infinita. (...)
Quem pensa que a alma (ayam) pode matar ou morrer não entende a realidade, mas quem tem conhecimento sabe que a alma não mata e não pode ser morta.
Nem nascimento nem morte pode acontecer a alma.
Ela existe eternamente, e nunca é destruída quando o corpo perece.
Oh, Arjuna, como pode alguém que sabe que a alma é eterna, não-nascida e indestrutível e imperecível causar a morte de alguma pessoa? E a quem ele mata? Como quem muda de roupa e abandona as roupas velhas, a alma aceita um novo corpo descartando o corpo inútil.
Ninguém pode ferir a alma com nenhuma espécie de arma; não há fogo que a queime; a água não pode molhá-la nem pode o vento secá-la.
Nossa alma individual sendo imóvel e imutável, insolúvel, inquebrável e primordial. Sabendo, pois, que a alma é imperceptível, inconcebível e imutável, é impróprio pra você se lamentar.
(Bhagavad Gita cap. 2; 11-25)